Jorge Oliveira e Márcio Nonato

Convite à escuta

Quando nos referimos à técnica nas (e das) artes, sobre qual ou quais técnicas estamos mirando? As associadas aos movimentos, linguagens, aparatos, luz, figurinos, formas associadas ao fazer artístico? Existem fronteiras, vinculações, margens e fricções entre o artístico e a técnica nas artes? É possível prescindir das técnicas durante o processo criativo? Jorge Oliveira e Márcio Nonato brindam a primeira edição da Revista LABCENAS com um bate-papo informal, profundo e provocativo a partir das suas experiências pessoais. Entre deixas, discursos e contextos borrados, saímos dessa conversa com os nossos endereçamentos alargados.

Ana Terse Soares, editora

Obra em diálogo: Fotografia de Patricia Almeida. Detalhe da instalação “Eu nunca tive uma Barbie”, criação e performance de Jorge Oliveira

Jorge Oliveira é homem cis gay latino-americano. Pernambucano na Bahia  é artista licenciado, especializado e mestre em dança pela Universidade Federal da Bahia. Dançarino-coreógrafo-editor-gestor cultural, participa de diversos processos de criação com artistas independentes na cidade de Salvador. Tem a Moda e a Dança como áreas de interesse para as criações artísticas.

Márcio Nonato é homem cisgênero branco e bicha, que acredita nos encontros, atravessamentos e nos processos como potência e interesse artístico. É dançarino, performer, iluminador, ator, diretor, gestor e arte-educador. Cursou a Escola de Teatro da UFBA e a Escola de Dança da FUNCEB. Durante 14 anos participou do grupo Dimenti, atuando em funções artísticas e técnicas. Foi colaborador/fundador do Núcleo VAGAPARA. Como iluminador, trabalha com diversos diretores e grupos do Brasil, criando luzes para dança, teatro, performance, música e audiovisual. Fez parte do ajuntamento de artistas-gestores da Casa Charriot, de 2017 a 2020. Desde  2012, colabora artisticamente com  Marcelo Evelin/demolition incorporada (PI/NL). Destaque para os últimos trabalhos: o espetáculo “A Invenção da Maldade” (2019/20), dirigido por Marcelo Evelin/demolition incorporada, o filme  “Antígona – não nasci pro ódio, nasci pro amor” (2020/21), de Fabrício Boliveira e a participação do livro “TATO” (2021 – em finalização), da multi-artista Amine Barbuda, com o solo “experimento VENTO” (2020/21).

vol. 1, no. 1 – 2021

Deixe aqui seu comentário.